Um HOMEM que mudou a história.


Um menino simples que se tornou um gigante da sua era.

 

 

Recordar alguém que, sem armas ou qualquer outro tipo de violência, conseguiu fazer tanto pelo nosso mundo, é o mínimo que podemos fazer por este HOMEM.

Porque aprendemos muito com a sua passagem pela terra.

Foi um homem habituado a sofrer desde muito novo e a conseguir ultrapassar todos os sofrimentos, até na morte, foi para junto do nosso Pai. A vida dele está cheia de provas dadas e sofreu até ao final da sua vida. Sempre a desempenhar o seu papel de reconciliador entre os povos. Foi o Papa que mais viajou, porque só conhecendo e estando próximo do seu rebanho é que o Pastor pode ajudar a tratar os “males” existentes. Passo a descrever algumas passagens da sua vida, onde se comprova o grande HOMEM com quem tivemos o prazer de conviver. 

1920 - 18 de Maio, em Wadovice, nasce Karol Wojtyla, filho de Karol Wojtyla e Emília Kaczorowska.

1926 – 15 de Setembro, entra na escola e cedo se destaca como um dos melhores alunos.

1929 – 13 de Abril, a mãe de Karol morre vítima de infecção renal.

1932 – 5 de Dezembro, o único irmão, Edmund médico, morre, aos 26 anos, devido a uma epidemia de escarlatina.

1938 – 22 de Maio, recebe o Sacramento do Crisma, termina os estudos secundários e muda-se com o pai de Wadovice para Cracóvia, onde se inscreve na Faculdade de Letras e de Filologia, da Universidade Jagellon.

1939 – 1 de Setembro, as tropas de Hitler invadem a Polónia, Karol é obrigado a interromper os estudos universitários e dedica-se ao teatro, à literatura e ao estudo de algumas figuras religiosas como S. João da Cruz ou S. Teresa de Ávila.

1940 – 1 de Novembro, começa a trabalhar como operário numa pedreira ligada à indústria química Solvay.

1941 – 18 de Fevereiro, vítima de ataque cardíaco, morre o pai do futuro Papa.

1942 – 23 de Outubro, entra no Seminário de Cracóvia e inscreve-se no curso de Teologia cujo funcionamento era clandestino.

1944 – Agosto, deixa o trabalho na Solvay e muda-se para a residência do Arcebispo de Cracóvia.

1946 – 1 de Novembro, é ordenado sacerdote.

1946 – 26 de Novembro, em Roma, prossegue os estudos teológicos na Universidade Angelicum, dirigida por dominicanos.

1948 – 8 de Julho. Regressa à Polónia. É nomeado coadjutor do pároco de Niegowic. 

1949 – Volta a Cracóvia e assume funções na paróquia de S. Floriano junto de trabalhadores e estudantes.

1954 – Docência na Universidade Católica de Lublin.

1958 – 4 de Julho, nomeado Bispo Auxiliar de Cracóvia.

1962 – 5 de Outubro , início da sua participação no Concílio Vaticano II.

1963 – 30 de Dezembro, é designado Arcebispo de Cracóvia.

1967 – 29 de Maio, é nomeado Cardeal pelo Papa Paulo VI.

1978 – 25 de Agosto, participa no conclave que elege João Paulo I.

            16 de Outubro, ás 17h17m, Karol Wojtyla torna-se no 264º Papa.

1979 – 2 de Junho, inicia a sua primeira visita apostólica à Polónia.

            Setembro, numa deslocação histórica, torna-se no primeiro Papa a visitar a Irlanda.

1981 – 15 de Janeiro, recebe em audiência, no Vaticano, uma delegação do Solidarieda, liderada por Lech Walesa.

             13 de Maio, 17h19m, o turco Ali Agca alveja o Papa, em plena Praça de São Pedro, em Roma.

             17 de Maio, na clínica Gemelli, em Roma, o Papa afirma: «Rezo pelo irmão que me atingiu, a quem perdoei sinceramente»

1983 – 27 de Dezembro, o Papa desloca-se à prisão de Ribibbia para se encontrar com Ali Agca, que cumpre, ali, uma pena prisão perpétua.

1986 – 27 de Outubro, encontro histórico, em Assis, com os dirigentes mundiais das grandes religiões.

1987 – 30 de Dezembro, encíclica Sollicitudo Rei Socialis, sobre as magnas questões do Terceiro Mundo.

1989 – 1 de Dezembro, em audiência privada, o Papa recebe Mikhail Gobachev, o primeiro representante máximo da URSS a visitar o Vaticano.

1991 – 15 de Janeiro, o Papa escreve a George Bush e Saddam Hussein, numa tentativa de evitar a guerra do Golfo.

              1 de Maio, nas vésperas da segunda visita a Portugal, o Papa publica a encíclica Centesimus Annusn no centenário do primeiro documento da Igreja Católica sobre a questão social.

1992 – 17 de Maio, beatificação de José Maria Escrivá de Balaguer, fundador do Opus Dei, num dos processos mais rápidos e polémicos da história da Igreja.

1994 – 8 de Setembro, em Castelgandolfo, o Papa celebra missa pela Paz nos Balcãs, após suspender uma visita a Sarajevo devido a ameaças à sua segurança feitas pelos sérvios da Bósnia.

1995 – 25 de Março, encíclica Evangelium Vitae, sobre o aborto e a eutanásia, em que o Papa denuncia a «cultura da morte no Ocidente».

            25 – Maio, Ut Unum Sint, a mais audaz encíclica papal sobre o diálogo inter-religioso e o ecumenismo.

1996 – 1 de Novembro, Comemora os 50 anos da sua ordenação sacerdotal, duas semanas depois, torna-se o primeiro Papa a publicar a sua autobiografia – Dom e Mistério.

              19 de Novembro, recebe no Vaticano o líder de Cuba, Fidel Castro.

1997 – 24 de Março, a Igreja Católica rende-se às novas tecnologias e o Vaticano apresenta a sua página oficial na Internet.

             4 de Maio, beatificação de Ceferino Jiménez Malla, morto durante a guerra civil espanhola e primeiro cigano a ser proclamado beato.

1998 – 22 de Janeiro, primeiro Papa a visitar Cuba.

            16 de Outubro, cumpre 20 anos de pontificado o mais longo do século XX.

2000 – 8 de Janeiro, o presidente da Conferência Episcopal alemã lança a polémica sobre a renúncia papal, devido à saúde de Karol Wojtyla.

             12 de Março, o Papa pede perdão no Vaticano pelos pecados da Igreja Católica na história.

             26 de Março, João Paulo II visita a Jordânia, Palestina e Israel, onde pede perdão ao povo judaico, junto do Muro das Lamentações em Jerusalém.

 

As comemorações do Jubileu do ano 2000 representam outro marco deste pontificado, tendo a Igreja Católica assinalado os 2.000 anos do nascimento de Jesus Cristo com mais de 30 dias festivos consagrados às diferentes categorias de fiéis, iniciados com o Jubileu das crianças e terminados com o do mundo do espectáculo, e uma Carta Apostólica indicando o caminho a seguir no «Novo Millennio Ineunte» (novo milénio que agora começa).

A imagem de João Paulo II a fechar a Porta Santa da basílica de São Pedro no Vaticano, a 06 de Janeiro de 2001, ficará para a história de um Jubileu em que o Papa apelou a uma «nova evangelização».

João Paulo II ficará também para a história como o Papa que mais visitas pastorais fez durante os mais de 26 anos em que esteve à frente da Igreja Católica, contribuindo com as suas 104 viagens, a 131 países, para a internacionalização do Vaticano, para a afirmação da sua autoridade e para desvincular a imagem papal da burocracia eclesiástica.

As suas últimas deslocações tiveram como destino a Suíça, em Junho de 2004 e, em Agosto do mesmo ano, Lourdes, em França, onde efectuou uma peregrinação por ocasião do 150/o aniversário da promulgação do Dogma da Imaculada Conceição, durante a qual celebrou uma missa na Praça do Santuário e se recolheu em oração privada na Gruta das Aparições de Massabielle.

Ao todo, percorreu, durante as suas visitas pastorais, mais de 1.700.000 quilómetros, o equivalente a mais de 31 voltas ao mundo.

João Paulo II não conseguiu, no entanto, visitar a China, que conta 10 milhões de católicos (menos de 1 por cento da população), pelo facto de a Santa Sé manter relações diplomáticas com Taiwan e de ter, no final da década de 90, canonizado 120 «mártires católicos» que morreram no país no início do século XX.

As autoridades chinesas classificaram-nos como «notórios criminosos» e o incidente nunca foi ultrapassado, apesar de se terem realizado conversações secretas nesse sentido entre Pequim e o Vaticano.

A Rússia foi o outro país que o Papa sempre quis visitar, mas não obteve «luz verde» do patriarcado ortodoxo de Moscovo, que nunca ultrapassou o facto de o Vaticano não concordar que mais de 2.000 paróquias retomadas pelos católicos aos ortodoxos na década de 90 sejam utilizadas conjuntamente pelas duas correntes cristãs e de a Santa Sé ter criado em 2002 quatro dioceses permanentes no país.

Outra das viagens importantes de João Paulo II foi a que realizou à Grécia, Síria e Malta no início de Maio de 2001, cumprindo um desejo expresso em 1999 de efectuar uma peregrinação aos lugares relacionados com a «história da salvação» e percorrer os passos do Apóstolo São Paulo.

Na capital da Grécia, país tradicionalmente ortodoxo, o Papa pediu «perdão» perante o chefe da Igreja ortodoxa grega, monsenhor Christodoulos, pelos católicos que «pecaram contra os ortodoxos», durante a primeira visita de um Sumo Pontífice católico à Grécia desde a separação das Igrejas Católica e Ortodoxa no cisma de 1054.

Em Novembro de 2001, o Papa surpreendeu todos quando decidiu fazer uma peregrinação de comboio a Assis (Itália), convidando todos os líderes religiosos mundiais a rezarem pela paz na Basílica de S.Francisco, numa altura em que as tensões entre as religiões eram grandes, devido ao agravamento do conflito no Médio Oriente e à intervenção norte-americana no Afeganistão, originada pelos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos.

Esta Oração Mundial Pela Paz, que se realizou a 24 de Janeiro de 2002 e foi presidida por João Paulo II, reuniu em Assis líderes de 48 confissões de todo o mundo (à semelhança do que acontecera em 1962 e 1986), que se comprometeram a «não utilizar o nome de Deus em altares de violência» e a trabalhar em conjunto pela paz.

Os milagres do corpo.

O outrora atlético Karol Wojtyla esteve prisioneiro de um corpo que evidenciava claros sinais de decadência. Mas se João Paulo II era o primeiro a comentar de forma irónica que até nem estava «velho», a dor e a doença faziam já parte do seu quotidiano.

E a saúde converteu-se num dos temas mais sensíveis para o Vaticano:

Devia ou não o actual Bispo de Roma renunciar ao cargo devido às suas limitações físicas?

Aparentemente, Ele preferia «partilhar o sofrimento redentor de Jesus Cristo».

Na Cúria de Roma continuava em vigor uma máxima de séculos: «Il Papa sta bene finche muore» (O Papa está bem até que morra)

 

 

 

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