Estrada da Beira / Nacional 17... E agora? #estradadabeira #nacional17

álbum com a totalidade das fotos no final do post!


Este projeto começou por querer ser um álbum de memórias da velhinha nacional 17 também conhecida como Estrada da Beira (EdB), que teve e tem grande importância no desenvolvimento da nossa região. Mas com o passar do tempo passou a ser, também, um apelo à sua manutenção e conservação e mais um alerta para a desertificação do nosso interior.

Todas as fotografias foram tiradas com um única lente fixa de 35mm. À exceção de duas.

O titulo “E agora?”, veio do tema da exposição coletiva ARTIS em Seia, deste ano de 2015. A 1ª fotografia do projeto esteve exposta nessa mesma exposição.

Já todos percebemos que no curto/médio prazo não teremos ICs ou IPs, mas um grande I de ISOLAMENTO e INDIFERENÇA, por parte dos nossos governantes. Os concelhos de Gouveia, Seia e Oliveira do Hospital, tem na EdB um dos seus principais acessos, e se não for concretizada a sua manutenção, acabam por perder o pouco que ainda têm. Nos dias de hoje já é difícil lutar contra a interioridade, mas sem acessos dignos desse nome, torna-se quase impossível.

Sabiam que:


O traçado da EdB vem do tempo dos romanos.

O legado romano é visível através de pontes romanas (algumas já convertidas) e mansiones, que na época medieval se chamariam albergarias e estalagens.

Celorico da Beira, Gouveia e Seia foram três das localidades que se desenvolveram com a EdB, através das feiras; na altura a feira era o único ponto de contato entre o produtor e o consumidor; as vias de comunicação eram muito importantes para a circulação de pessoas e bens, como nos dias de hoje!

De acordo com alguns historiadores o traçado inicial começava em Coimbra para oriente até à Guarda e Pinhel, com eixos alternativos até Viseu, Lamego e Covilhã. A EdB ligava os maiores centros urbanos, procurando evitar percursos de altitude mais elevada, portanto mais difíceis, à medida que se aproximavam da serra.

Coimbra era um grande nó viário na época medieval. Por Coimbra passava o trajeto entre Lisboa e Porto, pela chamada Estrada Coimbrã, que se cruzava com a Estrada da Beira, permitindo o acesso ao interior beirão.

A ponte de Mucela é de 1298.

Hoje em dia podemos ver que algumas das localidades têm no seu nome “Venda”; ex. Venda da Serra, Venda de Galizes, eram normalmente pontos de apoio aos viajantes. Não tinham necessariamente albergarias ou estalagens, mas forneciam alimentos, água, tratamento das montadas e por vezes alojamento. Facultavam um apoio minimo aos viajantes.

Os nobres tinham garantida em algumas localidades a sua hospedagem (gratuita) junto dos grupos menos favorecidos; cama, roupa, comida, montada a todos quantos acompanhavam o detentor desse direito, o que originava muitas queixas. Havia mesmo numero de dias limite para essa estadia, mas raramente eram respeitados.

As obrigações dos responsáveis pelas estalagens; “e estas camas sejam boas e linpas e fectas em leitos e os lençoes das camas onde ouverem de dormir homeens de bestas sejam lavados hua vez na somana e os que forem das camas da outra gente de pee sam lavadas ao menos de quinze em quinze dias”. Isto é que era higiene!

A Estrada da Beira foi um dos principais itinerários do reino que, muito embora as suas raízes romanas, sofreu um reaproveitamento medieval que só por si lhe garantiu uma singularidade comparável com a chamada Estrada Coimbrã (Lisboa - Porto), hoje decalcada pela autoestrada A1.


Esta importância manteve-se até ao aparecimento dos ICs e IPs, espalhados um pouco por grande parte do país. Entretanto, a EdB volta a ganhar importância com a generalização das portagens, aumentando em muito a passagem de transportes de maiores dimensões, sendo um catalizador da degradação do pavimento.
Eu, efetuei e efetuo grande parte das viagens que fiz e faço no traçado da EdB, assim como a maioria dos habitantes de Gouveia, Seia e Oliveira do Hospital, além disso e como já referi antes, a degradação das poucas estradas de acesso que temos é mais uma achega para a desertificação desta bela região.
Com este conjunto de fotografias, quero deixar um alerta e um apelo aos nossos governantes para que olhem com olhos de ver para a nacional 17 e assim autorizem e concretizem a sua manutenção, URGENTEMENTE!

Alguns dos fatos históricos aqui referidos foram retirados do mestrado de Helena Patricia Romão Monteiro, A ESTRADA DA BEIRA: RECONSTÍTUIÇÃO DE UM TRAÇADO MEDIEVAL; disponível no endereço: http://run.unl.pt/handle/10362/8340. Como refere a autora, não é fácil encontrar informações ou bibliografia sobre as comunicações terrestres em Portugal.

álbum com a totalidade das fotos no final do post! 



















foi o IX ENCONTRO de BLOGUES na SERRA da ESTRELA... (reportagem fotográfica e escrita)



Decorreu no passado dia 23 de Maio de 2015 o IX Encontro de Blogues da Serra da Estrela, tendo sido realizado na freguesia de Santa Comba de Seia e organizada por mim, Nuno Pinheiro.
Quando me propuseram a organização, fiquei com dúvidas relativamente à freguesia onde deveria decorrer o IX Encontro. A freguesia onde resido (Santa Comba de Seia) é rica em história mas não tem muitos monumentos ou zonas históricas e a maior parte das empresas existentes estão fechadas ao sábado. Mas passado algum tempo já tinha definido qual o programa que iria percorrer as três localidades que compõem a referida freguesia.
Ponto de encontro Terreiro de S. Sebastião.

Começámos por visitar o Canil Vale do Juiz, onde o Egdar Dolgner cria cães da Serra da Estrela e Podengo Português Pequeno, duas raças fantásticas, portuguesas e completamente distintas uma da outra. O canil tem vários títulos nacionais e mundiais, conseguidos com alguns dos exemplares ali criados. Como foi referido pelo nosso anfitrião, o canil não é sustentável financeiramente, mas o gosto pelos animais e o prazer de conseguir apurar duas raças portuguesas (conseguindo “exportar” e levando o nome de Seia e Portugal além fronteiras) é mais forte do que a obtenção do lucro; que acaba por ser o objetivo de qualquer negócio.
Terminada esta visita, seguimos para a Quinta da Bica, produtora de vinho Dão, com o mesmo nome. Fomos recebidos pela D. Filipa Sacadura Botte, é ela a mulher do leme daquela que é uma referência na produção de vinho Dão a nível nacional e internacional. Os vinhos são detentores de vários prémios e galardões, que segundo a D. Filipa, é uma grande responsabilidade e obriga a ser cada vez  
melhor, ano após ano. Visitámos alguns dos pátios que circundam a Casa da Bica, a capela, assim como parte da adega, onde se faz e guarda o precioso néctar.
Durante e após a visita foi mantido um diálogo interessante entre os visitantes e a
D. Filipa. Ficámos a saber que o trisavô do Sr. João Sacadura Botte (marido da D. Filipa, já falecido), foi o mentor da região demarcada do Dão e foi um grande vitivinicultor da sua época, tendo dado renome à região do Dão.
Até que alguém pergunta, "porque motivo só podíamos comprar o vinho Quinta da Bica no Intermarché de S. Romão?" (ficámos a saber que também podemos comprar na Quinta) Ao que nos foi respondido que os grandes distribuidores estão a pressionar em muito a agricultura em Portugal; os preços que negoceiam e os prazos de pagamento estrangulam por completo o pequeno e médio produtor, não podendo competir, muitas das vezes, com produtos importados, mesmo os de
qualidade inferior. Por esse motivo os grandes distribuidores não fazem parte da sua carteira de clientes, preferem vender nas casas da especialidade e exportar.
Seguiu-se o almoço no Restaurante Mira-Sol, situado junto à Estrada da Beira (nacional 17) em Santa Comba de Seia. Onde fomos muito bem recebidos e servidos. No final da refeição fomos todos presenteados com o ultimo livro escritopor Mário Jorge Branquinho; Estranhos Dias à Janela. Uma surpresa muito agradável. Mas as surpresas não ficaram por aqui.
Depois do excelente repasto estava marcada a visita à jovem empresa Miconaturis, produtora de cogumelos SHIITAKE. A mesma é propriedade de dois jovens empresários, ambos com os seus negócios, mas unidos pelos cogumelos e com ascendência na Lapa dos Dinheiros. Apesar da juventude, da empresa, já estão bem implantados no mercado e com boas perspetivas de crescimento. Têm também parceiros que produzem licor, doce, patê e enchidos de cogumelos.
Todos percebemos como se cultiva o referido fungo e o trabalho manual que dá até chegar ao prato do consumidor final. Também aqui, e após a visita às instalações, tivemos uma agradável conversa com os dois sócios, acompanhada com licor de cogumelo. E inevitavelmente, um dos temas, foi a distribuição/venda e a conclusão foi exatamente a mesma. É muito difícil manter uma empresa vendendo apenas a estes grandes distribuidores que supostamente apoiam os
produtos portugueses, pelos motivos já antes referidos.
Podemos comprar cogumelos acabados de apanhar, bastando para isso contatar a empresa, Miconaturis.
Relativamente a todos os nossos anfitriões, ouvimos uma vontade enorme de lutar e ficar no interior para contrariar a desertificação e contribuir para a empregabilidade da nossa região, apesar das dificuldades inerentes à
interioridade.
Finalmente chega a hora do lanche, em minha casa, uma surpresa, para todos os
participantes, que não estava no programa. Mas surpresa maior estava guardada pelo Carlos Nabais, um pequeno, grande truque de magia no final de tudo e para a despedida. Simplesmente fantástico.
Os participantes deste ano foram o Tó Amaro, Zé Fernandes e Paulo Fernandes de Loriga, o Manuel Dias e a D. Zezita Maria da Barriosa, José Luís Baptista de Torrozelo, Mário Branquinho de Seia, Carlos Nabais de Gouveia e José Pinto da Cabeça e eu Nuno Pinheiro. Alguns dos participantes habituais não estiveram presentes por motivos pessoais.

Em breve será divulgado o organizador do X Encontro de Blogues...

























3ª CAMINHADA SOLIDÁRIA Solar do MIMO, na aldeia de Vila Chã - Santa Comba-a-par de Seia! 17/05/2015

Vai realizar-se mais uma caminhada solidária SOLAR do MIMO, na aldeia de Vila Chã, com o apoio da Associação Recreativa e Desportiva de Vila Chã e a Junta de Freguesia de Santa Comba.

VENHA PARTICIPAR, CAMINHAR e/ou ALMOÇAR, sendo desta forma solidário(a) com esta instituição.


(inscrição obrigatória)





Passeio Pedestre guiado com duração, aproximadamente, de 3 horas.
Inscrições / Informações até 16/05/2014!
(nome, data de nascimento e localidade)

Qualquer duvida ou pedido de informação; podem escrever/comentar, no final desta página, que terão a resposta em breve!
Custo da inscrição 6,50 passos, c/ reforço alimentar, almoço e seguro.
Classificação da caminhada - 3 *

Ao fazerem a inscrição, fica confirmada a vossa presença. O pagamento é feito no dia da caminhada.

Ponto de encontro, 08h30m.
Parque Desportivo da Vila Chã,
GPS: latitude 40°26'22.97"N longitude 7°44'33.57"W


(inscrição obrigatória)


Durante as caminhadas só devemos deixar; PEGADAS;

1. Ao nível do vestuário, utilizar roupa e calçado confortável, adaptado às condições atmosféricas;
2. Respeitar o andamento dos guias, não o excedendo;
3. Seguir somente pelos trilhos sinalizados;
4. Cuidado com o gado. Embora manso, não gosta da aproximação de estranhos às suas crias;
5. Evitar barulhos e atitudes que perturbem a paz local;
6. Observar a fauna à distância, preferencialmente, com binóculos;
7. Não danificar a flora;
8. Não abandonar o lixo, levando-o até um local onde haja serviço de recolha;
9. Fechar cancelas e portelos;
10. Respeitar a propriedade privada;
11. Evitar fazer lume;
12. Colher amostras de plantas ou rochas prejudica o ambiente. Evite fazê-lo;
13. Se possível, todos os participantes irão munidos de um pequeno reforço energético (água, peça de fruta, chocolate…);
14. Respeitar a natureza, não poluindo os locais de passagem;
15. Ser afável com os habitantes locais, esclarecendo-os quanto à atividade em curso e às marcas do percurso pedestre;
16. Goze a caminhada!
Atividade sem enquadramento técnico, Dec. Lei nº.248A/2008 de 31 de Dezembro, (Lei nº.40/2012, de 28 de Agosto).



(inscrição obrigatória)

*A caminhada está classificada segundo a seguinte escala:
1 – Caminhada curta em terreno plano, simples deslocamento;
2 – Trilho fácil, quase sem inclinação;
3 – Terreno acidentado, não exige material técnico, mas envolve aclives e declives;
4 – Caminhada dificuldade técnica, onde eventualmente é necessário o uso de equipamento de segurança;
5 – Escalada técnica ou percurso muito acidentado, longas distâncias com uso obrigatório do equipamento de segurança.
6 – Trail muito difícil, reservado para atletas e pessoas muito experiente
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II Caminhada Solidária Bombeiros Voluntários de Seia... fotos!


2ª Caminhada Solidária (urbana) Bombeiros Voluntários de Seia

Pelo 2º ano consecutivo vai ser organizada uma Caminhada Solidária no perímetro urbano da cidade de Seia.
Vamos percorrer, novamente, ruas e lugares menos conhecidos da nossa cidade, praticando exercício físico ao ar livre e no final ajudámos os Bombeiros Voluntários de Seia; o convívio termina com o almoço no salão do quartel daquela corporação de bombeiros.

Ajude-nos ajudar os Bombeiros de Seia; eles correm para nos salvar, nós andamos para os ajudar!






26/10/2014 - início 09h30m;

Ponto de partida/chegada, Quartel dos Bombeiros Voluntários de Seia;
A caminhada terá uma duração aproximada de 3 horas;
6,5 passadas, incluí almoço;
Os participantes devem utilizar roupa e calçado confortável, adaptado às condições atmosféricas;

Todos os participantes devem levar um pequeno reforço energético (água, peça de fruta, chocolate…);

Durante as caminhadas só devemos deixar; PEGADAS;

1. Ao nível do vestuário, utilizar roupa e calçado confortável, adaptado às condições atmosféricas;
2. Respeitar o andamento dos guias, não o excedendo;
3. Seguir somente pelos trilhos sinalizados;
4. Cuidado com o gado. Embora manso, não gosta da aproximação de estranhos às suas crias;
5. Evitar barulhos e atitudes que perturbem a paz local;
6. Observar a fauna à distância, preferencialmente, com binóculos;
7. Não danificar a flora;
8. Não abandonar o lixo, levando-o até um local onde haja serviço de recolha;
9. Fechar cancelas e portelos;
10. Respeitar a propriedade privada;
11. Evitar fazer lume;
12. Colher amostras de plantas ou rochas prejudica o ambiente. Evite fazê-lo;
13. Se possível, todos os participantes irão munidos de um pequeno reforço energético (água, peça de fruta, chocolate…);
14. Respeitar a natureza, não poluindo os locais de passagem;
15. Ser afável com os habitantes locais, esclarecendo-os quanto à atividade em curso e às marcas do percurso pedestre;
16. Goze a caminhada!
Atividade sem enquadramento técnico, Dec. Lei nº.248A/2008 de 31 de Dezembro, (Lei nº.40/2012, de 28 de Agosto).

LINK p/ formulário inscrição...

*A caminhada está classificada segundo a seguinte escala:
1 – Caminhada curta em terreno plano, simples deslocamento;
2 – Trilho fácil, quase sem inclinação;
3 – Terreno acidentado, não exige material técnico, mas envolve aclives e declives;
4 – Caminhada dificuldade técnica, onde eventualmente é necessário o uso de equipamento de segurança;
5 – Escalada técnica ou percurso muito acidentado, longas distâncias com uso obrigatório do equipamento de segurança.
6 – Trail muito difícil, reservado para atletas e pessoas muito experientes

Ecopista / Ciclovia do DÃO, três anos depois voltei a fazer os 50 kms...

Em 2011, ano da sua inauguração, percorri toda a Ecopista do Dão de bicicleta com dois amigos, sentido Viseu, Santa Comba Dão, podem ver aqui; no passado fim de semana, voltei à mesma pista, com um dos amigos da aventura anterior, Rafael e com o meu amigo e vizinho Mário Júlio. Desta vez a pé, mas no sentido inverso. 
O único apoio que levámos foram as nossas mochilas. A chuva que nos acompanhou, na parte da manhã não ajudou, mas o tempo fresco, foi uma grande ajuda. O sol resolveu dar o ar da sua graça, depois de almoço. Com algum sacrifício na parte final, últimos 12 kms, conseguimos cumprir o objetivo que nos tínhamos proposto.

Em Setembro de 2013 a Ecopista ganhou um prémio;
"A Ecopista do Dão foi distinguida como uma das melhores da Europa nos Prémios Europeus de Ecopistas, que atribuíram o terceiro lugar, na categoria Excelência, à via que atravessa os concelhos de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão, numa extensão aproximada de 50 quilómetros. A entrega dos prémios decorreu a 12 de Setembro, em Viseu. "  noticia completa, aqui.  

álbum de fotos no final do post:
















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