Natal em época de crise!

É minha opinião que, quando chega o Natal a crise é esquecida. Pelo menos aparentemente. Nos poucos centros comerciais, por onde já passei, estão sempre cheios. Apesar de alguma redução, nas agências de viagens, muita gente continua a escolher passar o Natal e fim de ano fora de casa. As operadoras de telemóveis batem sempre recordes de envio de SMS’s. Acho que somos recordistas a nível europeu neste campo e nesta altura. Os centros comerciais podem estar cheios mas, é possível serem só passeios de fim-de-semana e poucas compras. De tudo aquilo que se possa dizer, a crise está mesmo aí e veio para ficar. A redução do preço do petróleo e das taxas de juro, vem aliviar o nosso orçamento, mas não chega. Todos os dias se ouve falar em mais uma fábrica que fechou. O desemprego provoca menos consumo, que por sua vez volta a incrementar o desemprego. Ouvimos falar em grandes empresas a nível mundial que estão com muitas dificuldades. Quando no ano anterior deram milhões de lucro. Dá a ideia que antes de “rebentar” a crise, vivíamos num balão de oxigénio que de repente se esvaziou. Onde foram parar esses milhões. Como é que um país, considerado um dos mais ricos do mundo, se vê “falido”. Aparentemente havia dinheiro a circular, no mercado, que fisicamente não existia, só electronicamente. Agora de repente todos os governos têm milhões para ajudar as empresas com “falta de ar”. Vão desculpar a minha ignorância mas, de onde vêm estes milhões. Em alturas ditas normais, os governos dizem que não há dinheiro para tudo. Agora como que por magia, milhões. Não será pior a emenda que o soneto. Como diz alguém meu conhecido. “É fácil, eles têm as máquinas de fazer dinheiro. É só imprimir mais e em notas de 500€, para poupar papel”. 

Mas estou a desviar-me do tema. No meio desta crise, os empresários que aparentemente não devem ter razão de queixa, são os imigrantes chineses. Encontraram em Portugal um grande mercado. Primeiro com os baixos salários praticados muitas pessoas recorrem ao barato. Agora com o desemprego a crescer, também se recorre ao mais barato. É ver essas lojas, pelo menos em Seia e ao fim-de-semana, estão sempre cheias. É possível encontrar de quase tudo a um preço, muito, acessível. A qualidade pode não ser a melhor, mas enquanto dura.

O Natal deste ano ainda se vai passar, quase na normalidade, muitos dos desempregados, são recentes e têm, ainda, subsídio de desemprego. O ano que vem vai ser pior. Espero que as medidas que os Governos estão a tomar sejam suficientes para aliviar e ultrapassar esta crise. No caso de Portugal, vamos entrar em ano de eleições. Mais uns milhões, que não temos, que vão ser gastos. E daí, até pode ser uma almofada para crise. Sempre se fazem mais obras e cumprem algumas das promessas feitas. Começar a poupar, é uma boa prenda para cada um de nós. Espero, daqui a um ano, estarmos a falar no final da crise.

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