#BAD - #BlogActionDay, theme is FOOD / 16-10-2011 / #WorldFoodDay - AGRICULTURA de SUBSISTÊNCIA


Nábias e Couves - por tradição guardamos a couve melhor e maior, para a ceia de Natal! 


Dióspiros, este ano, ainda com folhas. Não veio a geada! 
Abóboras, para doce e sopa!
Quando vi o tema deste ano, pensei em não participar. Porque possivelmente, a maioria dos posts iriam falar da fome, transgénicos, etc... e o meu post era apenas mais um. Claro que estes assuntos são importantes, mas se não passarmos à acção, não se amenizam ou erradicam os problemas. Depois lembrei-me, que cá em casa produzimos muito daquilo que comemos. Ou seja, fazemos agricultura de subsistência. Existem muitas pessoas que não gostam desta designação, porque soa a pobreza e não cria riqueza, aparentemente. Mas, se faltar o meio principal de subsistência, numa família, podem continuar a comer daquilo que cultivam e assim não passam fome. 
Não comemos galinhas, apenas os seus ovos1
Embora nesta altura, Outono, existam poucas plantas, verdes e viçosas, podem ver o "fruto", do nosso trabalho, nas imagens deste post. Para falar a verdade, a quinta é um dos trabalhos da D. Rosa (minha companheira de viagem), eu apenas ajudo nos trabalhos mais pesados ou trato da horta, quando ela não pode. 
Devo referir que, ela está desempregada mas trabalha muito cá em casa, ganha dinheiro e melhora a qualidade de vida, da familia. Podem crer que é gratificante plantar e/ou semear para depois colher. Embora seja mais fácil falar do que fazer. Mesmo, quando está empregada, a horta mantém-se fresca  e viçosa.
Kiwis, com muitas vitaminas!
Começamos por cortar o "mato" nas matas, no Outono, para enterrar na terra e dar-lhe os nutrientes necessários para que as plantas possam crescer saudáveis. "Mato", plantas rasteiras que servem para propagar os fogos, rapidamente. Antigamente as matas eram, sempre limpas, porque havia muito mais terras cultivadas. Fazemos, também, compostagem. Tudo o que é biodegradável, vai para o "monte".
São feitas as podas das várias árvores e videiras e a terra fica em repouso até ao inicio da Primavera. No Inverno, apenas se apanha azeitona, para fazer o tão saboroso azeite. Na altura certa começamos a "cavar" a terra, hoje é com tractor e é quando se enterra o mato já cortado. Depois é "só" começar a plantar/semear. Batatas, cebolas, feijão, grão, favas, milho, couves, alfaces, pepinos, cenouras, alhos, pimentos, etc...
Laranjas, ainda estão verdes!
Mas, como em qualquer investimento existe sempre risco e aqui são muitas as variáveis que temos que ter em atenção, algumas estão mesmo fora do nosso controlo, como o tempo. Muita chuva é mau, mas pouca também não é bom. A geada, a bicharada mais variada, o vento, o granizo, etc... Tudo isto pode deitar por terra toda uma época de trabalho. Mas com algum cuidado e alguma sorte, conseguimos encher a dispensa de casa e ainda dar alguma da produção à família e amigos.
O que tem vindo acontecer, nos últimos anos, é o completo abandono das terras. Porque é muito mais fácil e dá menos trabalho ir ao ao comércio comprar. Os ovos até já vêm do supermercado, nem é preciso galinhas. Segundo alguns miúdos.
Feijão verde, na sopa ou com batata cozida!
Actualmente, já começo a ver terras, antes abandonadas, novamente "amanhadas" e cultivadas. O que demonstra um regresso às origens, nem que seja por necessidade.
Parecendo pouco, tudo isto ajuda a economia do nosso país. Se todos cultivarmos um pouco de terra, ajudamos a reduzir a importação de alguns alimentos. E ajudamos o nosso meio ambiente.

Não seja pobre, faça 
AGRICULTURA de SUBSISTÊNCIA.


E deste fruto pequenino que sai o saboroso azeite!

 Batatas, é o "fruto" que mais trabalho nos dá...
  Os ramos de eucalipto é para afastar (ecologicamente) a borboleta das batatas. 

Maças, deliciosas...

Cebolas... muitas cebolas!


Jeropiga, a nossa produção deste ano!

Juntamos 3 partes de sumo de uva, acabado de espremer com uma parte de aguardente. Açúcar qb, mexer muito, mas mesmo muito. Deixar repousar, coar através de um pano! Novamente a repousar. Agora é só assar umas belas castanhas e saborear. Aqui é em parceria com o meu cunhado.

Não é comestível, mas não compro acendalhas para acender o lume, vamos às pinhas! 


Avelãs das aveloeiras, plantadas pelo meu, falecido sogro, há mais de 30 anos!


Veja aqui os participantes neste blog action day...

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