PORTUGALIDADES - O Legado de um POVO, artigo sobre o evento...




Artigo da minha autoria, publicado na ultima edição do jornal "A Partilha";

Decorreu nos dias 09 e 10 de Junho o evento Portugalidades – O Legado de um POVO, organizado pelo 3º ano Licenciatura Turismo e Lazer / Organização e Gestão de Eventos, da Escola Superior Turismo e Hotelaria (ESTH). O espaço envolvente da ESTH, foi o local escolhido para “pintar” verdadeiros quadros vivos da nossa história, que é rica em acontecimentos, relevantes. Pretendiam e conseguiram com a elaboração destas “obras de arte”, recriar alguns dos acontecimentos mais importantes que marcaram Portugal e o Mundo, lembrando que a globalização não é um tema recente, mas que os Portugueses, no tempo em que não havia WWW, conseguiram promovê-la à escala mundial. Dividiram os “frescos” em 4 temas distintos; Formação, Expansão, Incerteza e Transição.
Durante apresentação dos “quadros”, tivemos o prazer de ter um narrador nato, Luís Vaz de Camões. Que como ninguém, nos guiou ao longo de todas as histórias.
Resumidamente; começaram pela fundação de Portugal, Egas Moniz, D. Dinis e a Batalha de Aljubarrota. A seguir, partiram para os descobrimentos; Ceuta (África), Índia, Brasil, China e Japão. Passando pelo Tratado de Tordesilhas, onde dois países dividiram o mundo ao meio, entre si. Como não podia deixar de ser, estava presente o gigante do Cabo das Tormentas; o Adamastor. Neste “quadro”, apareceu Fernando Pessoa, grande poeta e escritor português. O Marquês de Pombal e a sua Visão Pombalina, após o terramoto de 1755, também puderam ser vistos. Seguiu-se a partida da Família Real para o Brasil, as Invasões Francesas. A morte da família real, o rei D. Carlos e seu filho D. Luís Filipe e a Implantação da Republica. Por fim, o ultimo quadro. A I Guerra Mundial. Gago Coutinho e Sacadura Cabral, nesta cena aconteceu algo, inesperado, que realçou a narrativa. No momento que se descrevia a partida do avião, passou um ultraleve, que iria pousar no Aeródromo Municipal de Seia, completando assim a 1ª etapa da Volta a Portugal em Ultraleve. O ruído do motor da máquina voadora e a narração, ficaram fantásticos. Estava o público maravilhado, com toda a beleza já representada, faltava a cereja no topo do bolo; Salazar, a guerra colonial e o 25 de Abril. Não esquecendo a Pide, o Zeca Afonso e os cravos vermelhos. Para terminar, pudemos ouvir e assistir à vida boémia dos estudantes, numa tasca típica da época, onde cantaram como só os estudantes sabem cantar.
Durante os dois dias também houve, workshops, tasquinhas, animação de rua, actividades lúdicas e musica ao vivo.
Mais uma vez o ESTH, está de parabéns, porque organizou de forma exemplar, um evento único e onde nos fez recordar momentos importantes da história de Portugal e do mundo. Demonstrando assim, que só devemos ter orgulho em ser Portugueses, por tudo aquilo que os nossos antepassados fizeram. Por tudo isto, nós devemos esforçar-nos para que os nossos descendentes tenham orgulho, naquilo que nós fizemos e vamos fazer.

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