XI Encontro de Grupos de Amenta das Almas, foi na 1ª aldeia LED de Portugal - CABEÇA/Seia - Serra da Estrela

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texto no Porta da Estrela (alterado); 

A aldeia de Cabeça foi palco do XI Encontro de Grupos de Amenta das Almas. O evento decorreu no Sábado, dia 16 de Abril, pelas 21h30m, contou com a participação dos grupos de Seia, Vila Cova, Carragozela, Corgas, Loriga e Cabeça.

A organização, contou com o apoio da Junta de Freguesia de Cabeça, do Centro de Apoio à 3ª Idade local e do Rancho Folclórico de Seia, é do Grupo de Amenta das Almas de Cabeça, que recebeu o testemunho transmitido no ano passado, aquando da realização do X Encontro em Seia.

A concentração realizou-se no Largo da Malhada, junto à Igreja, no centro da povoação de Cabeça, e contou com actuação de cada grupo em separado em vários locais da aldeia. No final, os grupos,  juntaram-se no adro da igreja de São Romão, onde já tinha actuado o Grupo de Seia.
«Estamos determinados em não deixar morrer esta tradição, para que não desapareça o que resta da cultura e dos costumes genuínos dos nossos antepassados. Entendemos que estes Encontros estimulam a responsabilidade de todos. Não basta cantar separadamente na aldeia, na vila ou na cidade de cada um. Estes Encontros mostram que as nossas terras estão vivas, projectando-as culturalmente», refere José Pinto, um dos organizadores do evento.
Refira-se que em diversas povoações do concelho de Seia, nomeadamente em Loriga, Cabeça, Corgas, Vila Cova, Carragozela Seia e São Romão, a tradição secular do "amentar das almas", também conhecida por "encomendação das almas", que consiste numa oração cantada pelas ruas em louvor dos que já morreram, é recuperada por diversos grupos que pretendem, assim, preservar uma tradição ancestral da época da Quaresma. Habitualmente, a procissão parte à meia-noite, nas madrugadas frias de sexta para sábado ou de sábado para domingo, junto aos cemitérios daquelas povoações onde os participantes vão "buscar" as almas, percorrendo depois vários pontos da povoação.
Dos lugares mais elevados da povoação, nas encruzilhadas ou em frente das alminhas, um grupo de componentes encapotados recordam ou trazem à mente dos que dormem tranquilamente a necessidade de sufragar as almas do Purgatório. Em Loriga, a “encomendação” tem moldes diferentes. Nos pontos mais altos da Vila, desenrola-se um diálogo cantado por vários homens, que despertam o povo que dorme para a recordação dos que já morreram e, ao mesmo tempo, para a oração pelos seus familiares e amigos que já partiram para a eternidade. Os seus cânticos são, aqui e ali, interrompidos por uma badalada do sino da Torre da Igreja, onde se encontra um dos participantes neste ritual, seguido de um período de silêncio, durante o qual se reza um Pai Nosso ou uma Avé Maria. Em seguida os diversos grupos juntam-se no largo da Igreja e é realizada uma “arruada”, uma espécie de Via-sacra por diversos pontos da vila.

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